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Operação ‘La Casa de Papel’ é feita em Uberlândia contra grupo investigado por explosão a caixas eletrônicos

São cumpridos mandados de prisão, busca e apreensão. Criminosos também respondem por tráfico de drogas e venda de armas de fogo.

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O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Polícia Militar (PM) realizaram, na manhã desta quinta-feira (11), em Uberlândia, a Operação “La Casa de Papel”. Participam da ação pelo menos 70 policiais militares e dois promotores de Justiça.

Os alvos são integrantes de uma quadrilha voltada para a prática de crimes de explosão a caixas eletrônicos, tráfico ilícito de entorpecentes, venda de veículos produto de crime e comércio ilegal de armas de fogo, entre elas algumas cotadas em R$ 13 mil.

O objetivo é cumprir 20 mandados de prisão, sendo que três dos investigados já estavam no Presídio Professor Jacy de Assis, e 15 mandados de busca e apreensão.

Até o final desta manhã, das 17 pessoas investigadas que estavam em liberdade, 16 já haviam sido presas, sendo que a maioria foi localizada no Bairro Luizote de Freitas.

Até o momento, há apenas uma pessoa foragida, que é do sexo feminino. As diligências para localizá-la seguem durante o dia. Conforme o Gaeco, dos 20 integrantes da quadrilha, seis são mulheres.

Investigações

Segundo a promotoria, a investigação começou em fevereiro de 2018 depois da prisão de um integrante da quadrilha, um homem de 30 anos. Desde então, foram feitas sete prisões em flagrante por crimes diversos, dentre eles porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, posse de explosivos, e tráfico de drogas.

O promotor de Justiça Daniel Marotta, coordenador do Gaeco na cidade, informou que este homem comandava a quadrilha de dentro da penitenciária com suporte da mãe, uma mulher de aproximadamente 60 anos, que também foi presa. “As ordens saíam da prisão via celular”, disse.

Dentre os delitos cometidos, a organização criminosa foi a responsável também pela explosão dos caixas eletrônicos da Caixa Econômica Federal em um posto de combustíveis na cidade de Unaí, Noroeste de Minas, em fevereiro de 2018.

Durante as investigações, foram apreendidos dois fuzis, uma escopeta calibre 12, uma pistola semiautomática 9 mm. com “kit rajada”, explosivos, duas centenas de munições de fuzil, maconha e crack, além de dinheiro subtraído na explosão.

De acordo com o promotor, a quadrilha tinha o foco na explosão de caixas eletrônicos, mas atuava em outras ações criminosas. “Comercialização de armas e drogas era constante prática destes criminosos”, informou.

Outro crime cometido pela quadrilha foi um ataque contra a PM em Santa Vitória. Na ocasião, um dos criminosos morreu durante troca de tiros. Em abril deste ano, militares faziam um treinamento na entrada da cidade quando foram abordados por quatro homens. Depois do tiroteio, os envolvidos usaram um morador de refém para fugir.

Escutas

Nas investigações, escutas telefônicas autorizadas pela Justiça mostram criminosos combinando crimes de dentro do presídio e planejando uma possível ação em Uberlândia.

Sobre o acesso ilegal dos presos a aparelhos de celular, a Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap) disse, em nota que, nos 197 estabelecimentos prisionais administrados pela Seap são realizadas ações de revistas rotineiras a fim de retirar objetos ilícitos do interior das celas.

“A pasta soma esforços para coibir a entrada de telefones celulares em suas unidades prisionais, tais como as revistas por meio de equipamentos de escâner corporal, portais e banquetas detectores de metais, além da aplicação dos procedimentos operacionais padrão durante as visitações de acordo com o Regulamento e Normas de Procedimentos do Sistema Prisional de Minas Gerais (ReNP)”

O comunicado da Seap finaliza que os presos identificados em ações ilícitas, além de responderem criminalmente, sofrem sanções administrativas por parte do sistema prisional.

Comandante da PM

Sobre a operação, o comandante da 9ª Região de Polícia Militar (RPM), coronel PM Cláudio Vítor Rodrigues, afirmou que ações de prevenção como esta, fruto de treinamentos planejados, evitam ataques como os que ocorreram no final de junho em Uberaba.

“Uberlândia está há mais de um ano e meio sem registrar estouros de caixa eletrônico. E isso se deve a esta atuação integrada da PM, Gaeco e Ministério Público”, disse o coronel.

Venda de armas

Na investigação, o Gaeco flagrou a comercialização de armas de fogo feita pelos bandidos. Em uma imagem obtida pela TV Integração, é possível ver a conversa entre eles por meio de um aplicativo de celular. O preço proposto pela pistola chamada de “rajadeira” é de R$ 13.500.

Venda de armas por criminosos investigados em Uberlândia na Operação 'La Casa de Papel' — Foto: Gaeco/Divulgação

Venda de armas por criminosos investigados em Uberlândia na Operação ‘La Casa de Papel’.

Prisões são feitas durante Operação 'La Casa de Papel' — Foto: Reprodução/TV Integração

Prisões são feitas durante Operação ‘La Casa de Papel’.