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Polícia investiga caso de recém-nascido que teria sido levado para abrigo sem autorização dos pais

Há um mês que Marcelly e Rodrigo estão separados da criança. Ministério Público informou que caso está sob sigilo.

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A Polícia Civil abriu uma investigação para apurar o caso de um bebê recém-nascido que foi separado dos pais após uma confusão no hospital. O casal foi até a delegacia, acompanhado de uma advogada, para registrar o caso na manhã desta quinta-feira (11). O inquérito, no entanto, já tinha sido aberto pelo conselho tutelar.

“Foi um efeito dominó, com certeza. E agora originou esse grande transtorno para os pais que estão sem a filha”, afirmou a advogada da família.

Há um mês que Marcelly e Rodrigo estão separados da criança. Conforme o RJ1 mostrou na quarta-feira (10), a confusão começou no dia em que ela foi dar à luz, no Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, Zona Oeste do Rio.

Uma vizinha, chamada Giovana, levou Marcelly até o hospital e foi a responsável por preencher a papelada na recepção. Segundo a mãe, por um erro do hospital, era o nome da vizinha que constava no prontuário dela. Até na pulseira de identificação que Marcelly usava, aparecia o nome de Giovana

“Quando eu subi para a sala de parto que uma medica veio me chamar de Giovana, na mesma hora eu falei: meu nome não é Giovana, meu nome é Marcelly”, disse.

Marcelly disse que não conseguia comprovar o próprio nome, porque perdeu os documentos num incêndio. No documento de alta, ainda constava o nome da vizinha: Giovana de Lima.

À caneta, a médica corrigiu e colocou o nome da Marcelly. No hospital, disseram para Marcelly que o conselho tutelar não permitiu que ela levasse a criança, alegando que o casal não tinha condições de criá-la. No abrigo, a informação é de que a mãe queria vender a filha.

“Eu não estava querendo vender minha filha. Ela pegou e falou assim: ‘foi o que o hospital relatou pra gente, que você estava querendo vender sua filha e o nosso papel é acolher sua filha, a gente acolheu’”, disse Marcelly.

“Eu só quero a minha filha nos meus braços de novo pra poder cuidar dela, voltar a cuidar, amamentar e tratar minha filha do jeito que eu sempre sonhei, planejei minha gravidez, entendeu?”, completou.

O Tribunal de Justiça do Rio e a Prefeitura afirmam que o caso está sendo acompanhado pela Vara da Infância e Juventude, Ministério Público e Conselho Tutelar. Por envolver menor de idade, o caso está sob sigilo.

O Ministério Público declarou que tomou conhecimento do caso e que o acolhimento do bebê é uma medida excepcional e provisória e que se dá por motivos graves e não em razão de carência de recursos.

A secretaria municipal de Saúde disse que colabora com as investigações sobre o caso. A Defensoria Pública disse que tentou falar com o Conselho Tutelar de Realengo, mas não conseguiu contato.