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Calderano vence freguês e pega chinês naturalizado há 4 meses em busca do 2º ouro em Lima

Hugo Calderano, do tênis de mesa, bateu o mesmo canadense que venceu nas semifinais em Toronto 2015; agora o brasileiro enfrenta um chinês naturalizado dominicano na final.

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Hugo Calderano é o atual sexto colocado do ranking mundial de tênis de mesa. O melhor não asiático da lista, atrás de quatro chineses e um japonês. Então é natural que o brasileiro seja considerado favorito ao ouro no Pan de Lima. Na semifinal, Calderano ainda pegou um freguês do último Pan, em Toronto, o canadense Eugene Wang, hoje 237 do mundo. Na casa do rival, em 2015, o brasileiro venceu nas duplas e na individual. Neste quarta-feira, em Lima, nova vitória, por 4 sets a 2, parciais de 8/11, 11/7, 11/6, 7/11, 11/9 e 11/6. Vitória bem mais tranquila do que há quatro anos, quando Calderano perdeu cinco sets somando as duas partidas.

Campeão individual e por equipes em Toronto 2015, Calderano já assegurou um ouro em duplas (ao lado de Gustavo Tsuboi) no Pan de Lima. Na semifinal, contra o canadense, Calderano perdeu o primeiro set. Mas reagiu logo no início do segundo set e passou a dominar o jogo. Depois de um terceiro set mais tranquilo, Calderano perdeu o quarto e quase se complicou no quinto. Mas o arsenal de golpes do brasileiro o fizeram vencer os dois últimos sets e fechar o jogo em 4 a 2.

Aos 23 anos, Calderano vive a melhor fase da carreira. Consolidado no top-10 do mundo, em maio passado ele ajudou o Ochsenhausen vencer o disputadíssimo Campeonato Alemão. Calderano se tornou, assim, o primeiro brasileiro a vencer a forte Bundesliga de tênis de mesa.

O adversário de Calderano na final do Pan será o dominicano Jiaji Wu, 648º do ranking mundial. O atleta da República Dominicana bateu na semifinal o americano Kanak Jha, esse sim rival de Calderano e atualmente o 33 do mundo. Wu, chinês naturalizado dominicano, nunca esteve entre os 100 melhores do mundo. Mesmo assim a naturalização dele tem sido alvo de críticas pela imprensa que acompanha o tênis de mesa pela velocidade que o processo se deu e por ele não ter sequer uma ascendência relacionada ao país caribenho. Wu se naturalizou há quatro meses. Nem mesmo a comemoração dos pontos dele é em espanhol. Os gritos, obviamente, são em chinês. Nesta quarta já encara Calderano na decisão do ouro no Pan. O que a torcida brasileira espera, então é que os gritos da vitória sejam em bom português.