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Nova delegacia vai investigar origem de armas ilegais no ES

Anúncio foi feito pelo governo do estado nesta quinta-feira (9). De janeiro a julho de 2019, cerca de 2 mil armas foram apreendidas no Espírito Santo.

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Uma nova delegacia será criada para investigar a origem de armas ilegais no Espírito Santo. O anúncio foi feito pelo secretário da Segurança Pública e Defesa Social, Roberto Sá, nesta quinta-feira (9). No estado, de janeiro a julho de 2019, cerca de 2 mil armas foram apreendidas.

“Estamos organizando estruturalmente a Polícia Civil para dar continuidade ao trabalho e foco em ações de enfrentamento à criminalidade. Mudamos a divisão e a Desarme vem para ser mais uma entrega no sentido de combater a violência”, argumentou.

A sede da nova unidade está localizada na Avenida Fernando Ferrari, na área anexa ao antigo Aeroporto de Vitória, em Goiabeiras.

Além da Desarme, o prédio também passa a abrigar outras unidades da Polícia Civil, como a Divisão de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Diccor), a Delegacia de Repressão às Ações de Criminalidade Organizada (Draco), a Divisão de Inteligência (DI) e a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). A ideia do secretário Roberto Sá é montar uma grande estrutura de combate à corrupção e organizações criminosas.

Roberto explica que, no Brasil, as mortes violentas são causadas 70% por arma de fogo. No Espírito Santo, são 80% — ou seja, 10% a mais do que a média nacional.

“Proporcionalmente, há muita arma de fogo por habitante e a equipe vai foca em descobrir quem faz tráfico ilegal, porte e posse de arma ilegal, comércio ilegal, posse de armas, munições e explosivos”, disse.

Armas caseiras

O secretário relata, ainda, que o número de apreensão de armas caseias tem aumentado — e hoje, chega a ser 10% das apreensões da equipe. “São fabricadas no Espírito Santo. Vamos identificar e apreender”, pontuou.

Armas e mortes

Questionado sobre a proposta que gerou um debate em todo o país sobre reduzir a exigência para os brasileiros terem direito a posse e porte de arma, Roberto argumenta.

“Sou policial há muitos anos e presenciei a trágica história de policiais que, na folga, foram surpreendidos e, na reação, acabaram perdendo a vida ou ficando lesionados”, lamentou.

Ele disse ainda que o Brasil é muito grande e possui dimensões continentais com realidades culturais e geográficas muito grandes.

“Em alguns lugares com características regionais e latifundiárias a presença de arma para posse pode ser uma necessidade. Mas, para o Brasil como um todo, temo essa possibilidade”.

O secretário cita um estudo internacional que comprova que, quanto mais arma à disposição da população, mais mortes acontecem.

“Aqui no Espírito Santo nesses últimos anos, onde apreendemos mais armas é, de fato, onde mais temos homicídios dolosos. Sou contrário a liberação generalizada”, finalizou Roberto Sá.