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Nomeação de Saadi para setor de repressão à lavagem de dinheiro é comemorada na PF

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A nomeação do delegado Ricardo Saadi para a chefia do serviço de repressão à lavagem de dinheiro, robusto setor da Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal, foi comemorada por superintendentes nos estados e integrantes da alta cúpula da corporação.

Segundo investigadores ouvidos pelo blog, Saadi tem um conhecimento profundo na área para a qual foi nomeado. O ex-superintendente da PF no Rio é descrito como extremamente técnico e exaltado como “nome excelente para o posto”.

Em seu histórico profissional constam duas experiências em áreas estritamente voltadas à fiscalização financeira.

Além de atuar como superintendente da PF em Porto Alegre (RS) e no Rio de Janeiro, Saadi foi conselheiro do antigo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), agora Unidade de Inteligência Financeira (UIF). Também atuou como coordenador da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro.

Em agosto deste ano, o blog mostrou que ao menos três superintendentes da Polícia Federal (PF), além de diretores do órgão investigador, ameaçaram entregar os postos nos estados caso o presidente Jair Bolsonaro não recuasse da ideia de intervir na superintendência da corporação no Rio de Janeiro, à época chefiada por Ricardo Saadi.

Na ocasião Bolsonaro chegou a dizer que indicaria alguém de sua “confiança” para a unidade carioca do órgão. A troca no comando, disse o presidente na época, era por uma “questão de produtividade”, o que ofendeu profundamente Saadi e seus colegas mais próximos.

As declarações de Bolsonaro sobre Saadi também reacenderam o debate interno sobre autonomia da PF, assim como a ideia do mandato para diretor-geral.

Delegados e superintendentes defenderam ser preciso dar, “de forma urgente”, algum tipo de segurança ao diretor-geral da PF para que a corporação passasse a ser uma polícia de Estado, e não possa ser pressionada a alinhar-se ao governo.