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1.500 tiros no Salgueiro: PMs do Bope afirmaram que não tinham informações de mortos ou de feridos após a operação

PMs do Batalhão de Operações Especiais (Bope) que participaram da incursão ao Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, afirmaram em depoimento à Polícia Civil que não tiveram informações de mortos nem de feridos.

O fim de semana da operação deixou 10 mortos: o sargento Leandro Rumbelsperger da Silva, um homem atingido em confronto e outros oito, cujos corpos foram retirados de um mangue.

À imprensa deste domingo (28) mostrou que homens do Bope dispararam 1.514 vezes nas 33 horas em que estiveram no Complexo do Salgueiro. Foi um tiro a cada um minuto e 18 segundos.

Também em depoimento, os militares do Bope disseram que os disparos de arma de fogo foram feitos como o último recurso, “porém de extrema necessidade em função do poder bélico dos criminosos”.

Corpos achados pelos os moradores, do Complexo do Salgueiro, do confrontro de sábado, nesta segunda-feira (22). — Foto: MARCOS PORTO/AGÊNCIA O DIA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO

Corpos achados pelos os moradores, do Complexo do Salgueiro, do confrontro de sábado, nesta segunda-feira (22).

Festa e quebra-quebra

À imprensa também exibiu imagens de um bar depredado no Salgueiro. Moradores afirmam que policiais em serviço invadiram o local e fizeram uma festa.

“Os relatos são de que os policiais teriam depredado um bar. Teriam se alocado ali sem autorização do dono, de ninguém, teriam consumido e destruído o patrimônio”, afirmou Guilherme Pimentel, ouvidor da Defensoria Pública do Rio de Janeiro.

As paredes ficaram com pichações de nomes e siglas de facções criminosas rivais daquela que domina a região.

Na porta, a frase “obrigado pela recepção” e a assinatura com o símbolo da letra grega delta e a palavra “force”, que significa força em português.

“Eles ficaram a tarde toda. Fizeram comida, beberam, quebraram os freezers, que eram de vidro, quebraram as cadeiras. Depois disso, eles saíram e fizeram a matança”, relatou uma testemunha.

Relembre a operação

O sargento Leandro Rumbelsperger da Silva, de 40 anos, morreu após ser baleado no Salgueiro. Segundo a PM, ele foi atacado por criminosos às 6h do dia 20, enquanto fazia um patrulhamento de rotina do batalhão da região.

Às 8h daquele sábado, policiais das equipes charlie e delta do Bope começavam uma operação. O batalhão só deixaria o complexo às 19h do domingo (21).

Um homem de 24 anos foi morto em confronto. Na manhã da segunda-feira passada (22), moradores retiraram oito corpos de um manguezal, nos fundos da favela.

Cinco dos nove mortos tinham anotações criminais.

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