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Câmeras registram sequência de assaltos em ônibus que circulam entre a Baixada e o Rio

Imagens de câmeras de segurança a que à imprensa teve acesso mostram a rotina de assaltos ocorridos nos ônibus que saem da Baixada Fluminense em direção ao Rio ao longo do mês de julho.

As situações se repetem com as características principais: bandidos armados entram nos ônibus — às vezes pagando a passagem, às vezes pulando a roleta —, anunciam o assalto e, com violência, recolhem os pertences dos passageiros.

Passageiros e motoristas não aguentam mais passar por essas situações.

“Eu me sinto coagido, preso pelos bandidos. Saio de casa para trabalhar e não sei se vou voltar. Todos os dias, quatro, cinco ou seis carros são assaltados por dia pelos mesmos meliantes. O ponto deles começa ali na Rio Sampa, na Via Dutra e os assaltos ocorrem entre 5h40 e 10h, na hora do pico, na hora do movimento sentido Rio. Depois, eles voltam das 16h até as 20h, no sentido contrário”, disse um rodoviário com mais de 30 anos de experiência.

“Dois passageiros que estavam comigo no ônibus falaram que foram assaltados pelos mesmos meninos na terça-feira passada. No sábado, eles vieram assaltar de novo”, disse uma passageira.

“Ontem eu fui assaltada. Eles ameaçavam dar tiro na cabeça, deu tapa na cara das pessoas. Foi horrível”, lamentou outra passageira.

A Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Rio (Fetranspor) disse que há três anos existe uma plataforma para as empresas de ônibus notificarem os assaltos e contribuírem com a polícia na investigação e prevenção dos roubos. A iniciativa chegou a dar resultado, mas não teve continuidade.

“O que nós precisamos hoje é institucionalizar essa ferramenta como uma ferramenta de inteligência para as polícias Civil e Militar. Precisamos de uma prioridade na segurança dos coletivos do Estado do Rio de Janeiro”, disse o gerente de Planejamento e Controle da Fetranspor, Guilherme Wilson.

A plataforma está no site da Fetranspor e para ter acesso é necessário ter um login e uma senha. Com as informações das empresas de ônibus sobre cada ocorrência, é possível mapear os pontos, os horários e os dias em os assaltos acontecem.

“Nós estamos apavorados. A gente sai da Rodoviária de Nova Iguaçu já com medo. A gente sai da Rodoviária de Nova Iguaçu sabendo que, lá na frente, vamos ser assaltados e somos assaltados”, afirmou o rodoviário.

O que dizem as polícias

Por meio de nota, a Polícia Civil reforçou que todos os casos registrados pela população, sindicatos de empresas de ônibus e federações são investigados através de diligências e análise e imagens.

A Polícia Civil disse que aguarda a visita de representantes da Fetranspor para formalizar e firmar uma possível parceria.

Também por meio de nota, a Polícia Militar informou ter intensificado as abordagens a coletivos e outros veículos nos principais corredores de trânsito.

Até a publicação deste texto, a Polícia Rodoviária Federal ainda não havia se manifestado.

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