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Família pede libertação de motorista de aplicativo preso durante corrida para Minas Gerais

A família de um motorista de aplicativo luta para provar que ele é inocente. José Adriano de Souza Lima, de 45 anos, faz corridas há três por aplicativo. Ele aceitou uma corrida que começaria no Rio e terminaria em Minas Gerais. Mas os agentes de uma blitz encontraram drogas no carro e ele e a passageira foram presos.

“É um pai de família, um chefe, sempre trabalhou, uma pessoa trabalhadora, honesta, pagando por um crime que ele não cometeu”, disse Lorena Zampolli, filha de José Adriano.

A última viagem de José Adriano aconteceu no dia 18 de junho. A família afirma ele aceitou uma corrida do Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio, até a cidade de São Tiago, em Minas Gerais, a 372 quilômetros de distância.

O carro foi parado pela Polícia Rodoviária Federal na BR-040, que encontrou dois quilos e maconha e outros dois de cocaína.

“Mediante buscas em duas sacolas trazidas pela passageira, foi encontrada uma certa quantidade de substâncias ilícitas. Dentro destas sacolas, também havia pertences dela. O meu cliente, José Adriano, prestou todos os esclarecimentos, informou que a corrida ainda estava ativa em seu celular pela plataforma. O delegado infelizmente não quis olhar, não olhou. E, assim, ele ratificou a prisão”, afirmou a advogada Carla Bejani, que representa José Adriano.

A passageira era Tairiny Cristini Duarte, que também está presa. Ela disse aos investigadores que ia até Minas Gerais fazer um programa com um homem que conheceu em um aplicativo.

A defesa de Tairiny disse que entrou com um pedido de habeas corpus e que, no momento da prisão, ela optou por ficar em silêncio. E que a defesa trabalha com a tese de coação física sofrida pela acusada.

Depois da audiência de custódia, a Justiça determinou a prisão preventiva do motorista. A defesa recorreu. Mas o pedido de habeas corpus não adiantou. Outro juiz, em Minas, manteve José Adriano preso. Já são 36 dias atrás das grades.

A família afirma que a viagem foi feita pelo aplicativo 99. A empresa lamentou o que ocorreu com o motorista e afirma que mobilizou uma equipe para compartilhar as informações, mas que só pode enviar os dados com a autorização das autoridades e que está colaborando com as investigações.

“O tempo que ele está lá, nada vai recuperar o trauma, nada no mundo recupera o tempo que ele está pagando por um crime que não cometeu”, afirmou a filha de José Adriano.

A Polícia Civil de Minas Gerais disse que indiciou o motorista e a passageira como suspeitos por tráfico de drogas e enviou o inquérito à Justiça.

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