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Laboratórios da USP e do Instituto Butantan querem fazer até 4 mil testes de coronavírus por dia em São Paulo

Laboratórios da Universidade de São Paulo (USP) e do Instituto Butantan começam a operar nesta quarta-feira (24) para o diagnóstico do novo coronavírus. As duas instituições fazem parte de uma rede credenciada pelo Instituto Adolfo Lutz, que é vinculado à Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo, e prometem realizar até 4 mil testes por dia. Os laboratórios farão testes a pedido do Instituto Adolfo Lutz e, portanto, não ficarão abertos ao público ou à comunidade universitária para exames de diagnóstico.

Não há previsão de quando os testes ficarão prontos. A capacidade máxima dos laboratórios é maior do que a anunciada pelo governador João Doria (PSDB), de 2 mil testes por dia.

O novo laboratório do Butantan tem capacidade para fazer até 2 mil análises do vírus Sars-Cov-2 por dia. Já a rede da USP tem como meta processar mais 2 mil testes por dia, segundo o vice-diretor da Faculdade de Medicina da universidade, Roger Chammas, que coordena o projeto.

Por enquanto, apenas um dos cinco núcleos da USP está funcionando: trata-se do centro localizado no Hospital das Clínicas, que conta com apoio de cientistas do Instituto de Medicina Tropical da USP. Nas próximas semanas, a universidade quer ter cinco núcleos em funcionamento:

  • Campus Pinheiros, em São Paulo (com a Faculdade de Medicina e Instituto de Medicina Tropical)
  • Campus Ribeirão Preto (com a Faculdade de Medicina de Ribeirão e o Hemocentro);
  • Campus Bauru (com a Faculdade de Odontologia);
  • Campus Pirassununga (Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos);
  • Campus Butantã, em São Paulo (com o Hospital Universitário, o Instituto de Ciências Biomédicas, a Faculdade de Veterinária e a Plataforma Científica Pasteur-USP).

“Os outros centros já estão solicitando credenciamento para o termo cooperativo com o Adolfo Lutz, devem ser validadas em breve e, assim que isso ocorrer, poderão trabalhar conjuntamente”, explica Roger Chammas, coordenador da rede na USP.

Segundo Chammas, 17 laboratórios da USP mostraram que têm competência para este tipo de análise e poderão ser usados nesses cinco núcleos.

“Essa rede de 17 [laboratórios] fornece as pessoas, o recurso humano, e os núcleos são onde os exames vão estar sendo feitos, para que não tenha nenhum risco de contaminação”, explica Chammas.

O coordenador do programa alerta, no entanto, que para que os laboratórios atinjam sua capacidade máxima de análise de amostras é preciso investir em insumos e reagentes para os exames.

“O teste do coronavírus depende de insumos que hoje não são produzidos no Brasil. É preciso que eles sejam importados e fornecidos para toda a rede para atingir a meta de análises”, diz Chammas.

Laboratório do Butantan

No Instituto Butantan o espaço que vai analisar as amostras com suspeita de coronavírus contará com dois equipamentos de extração automatizada do RNA do vírus e também equipamentos de RT-PCR, que fazem uma reação que é capaz de identificar o material genético do vírus e a cravar o diagnóstico.

Sede do Instituto Butantan, em São Paulo — Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Sede do Instituto Butantan, em São Paulo.

Já os laboratórios da USP devem investir em testes rápidos, que não utilizam o sistema de RT-PCR. “A tendência é que a gente faça menos teste PCR e deixe o maior número de casos para o teste rápido. Isso vai permitir a decisão rápida: se tido der certo, pode ser o resultado em média de um a dois dias”, diz Chammas.

O Instituto Butantan afirma que, em operação plena, seu laboratório será capaz de analisar até 1 mil amostras por dia, podendo chegar, num segundo momento, a 2 mil análises diárias.

A prefeitura de São Paulo afirma que, até o momento, já foram feitos quase 15 mil exames do novo coronavírus no município.

“O município já fez quase 15 mil testes em São Paulo nas UBSs que temos espalhadas na capital. Nós adquirimos mais 100 mil testes do coronavírus, que devem chegar na semana que vem, e já estamos nos preparando para o momento pior da crise”, afirmou o prefeito Bruno Covas (PSDB) durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (23).

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