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Moradores do Aglomerado da Serra denunciam abordagem violenta da Polícia Militar

Moradores do Aglomerado da Serra, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, denunciaram abordagem violenta da Polícia Militar (PM) a um homem que sofre de problemas mentais. Parte da ação foi registrada em um vídeo e o caso foi apresentado à Corregedoria da corporação.

“Gente, tá machucando ele! Para, tá machucando ele, para, gente!”.

O vídeo mostra dois militares da Rotam em cima de um jovem de 20 anos durante uma abordagem policial no Aglomerado da Serra, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.

“Gente, ele não fez nada! Ele não é bandido! Ele não fez nada!”.

Em determinado momento, três policias chegam a ficar em cima de Wesley Melo Vítor. Os parentes dele se desesperam.

“Wesley, fica calmo. Vai matar o menino!”.

Um deles atira na tentativa de controlar as pessoas que acompanhavam de perto a ação militar.

“Gente, ele tem problema, moço!”.

Policiais imobilizam Wesley Melo Vítor que estava desarmado, segundo moradores — Foto: Reprodução/TV Globo

Policiais imobilizam Wesley Melo Vítor que estava desarmado, segundo moradores.

A gravação foi feita pela autônoma Carolina Fernanda Rosa, que é cunhada de Wesley e reclama como a abordagem foi feita.

“A todo momento eu estava pedido para o Wesley ter calma porque eu estava com medo de eles matarem o Wesley, porque tinham dois, três policiais em cima dele”, diz.

A dona de casa Rosemeire Vítor, mãe de Wesley, disse que o filho faz tratamento para epilepsia.

“Desde 2003 ele tem esse acompanhamento. Ele caiu, teve uma queda, perdeu massa encefálica. Ele faz tratamento com tudo, com neuro, com tudo”.

Os parentes mostraram documentos que comprovam que o rapaz faz acompanhamento com um neurologista e usa medicamento controlado. De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp-MG), Wesley não tem passagens pelo sistema prisional.

O caso aconteceu na última sexta-feira (16). No boletim de ocorrência, os militares relataram que participavam de uma operação de combate ao tráfico de drogas no Beco Estrela Dalva, no Aglomerado da Serra, quando se deparam com Wesley correndo. Foi quando a abordagem começou.

Ainda segundo o registro policial, o rapaz resistiu à ordem de prisão, estava agressivo e com falas desconexas e que por uso foi necessário o uso da força. A família de Wesley procurou a Corregedoria para denunciar a ação dos militares.

Por causa da abordagem, Wesley teve ferimentos no rosto, nos joelhos e no cotovelo e precisou ser levado para a Unidade de Pronto Atendimento Centro-Sul. O rapaz também procurou a Polícia Civil para fazer exames de corpo de delito.

“Eu acredito que eles [os policiais militares] fizeram isso por nós morarmos na favela, na comunidade, por ele ser negro. Porque se não fosse isso, isso não aconteceria. Foi muita brutalidade porque ele tomou ponto no olho, na sobrancelha até o olho”, completa Carolina.

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