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‘Não temos limite de investimento’, diz Castro em evento em homenagem a policiais da força-tarefa contra as milícias do RJ

A Secretaria de Polícia Civil fez um evento na Cidade da Polícia, na Zona Norte do Rio, em homenagem aos policiais da força-tarefa contra a milícia, que prenderam mil criminosos entre 2020 e 2021.

O governador Cláudio Castro fez um discurso em defesa da Polícia Civil e afirmou que não há limite de investimento no combate ao crime organizado.

“Não temos limite de investimento, porque a milícia e o tráfico também não têm limite de investir. O mínimo que eu preciso é que a nossa polícia seja melhor e mais preparada que eles”.

“A guerra do bandido contra a polícia é a guerra do ‘tudo pode’ dos bandidos contra o ‘nada pode’ da polícia”, frisou.https://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

Já o secretário de Polícia Civil, Allan Turnowski, ressaltou que a corporação vem entregando resultados com apenas 8 mil policiais.

“Nós temos um combate profissional, planejado e efetivo, que se faz de duas maneiras: prisão mais asfixia financeira. Na nossa gestão, a gente volta. É muito importante conseguir o mandado de prisão, e conseguimos os resultados. Não nos acovardamos”, disse o secretário.

O prejuízo financeiro para as milícias, segundo o secretário, foi de R$ 2 bilhões.

“O segundo e terceiro escalões estão desestruturados, e estamos trabalhando para prender os de primeiro escalão muito em breve”, argumentou Turnowski.

“O bem sempre vence o mal. Nós somos a Polícia Civil e nós somos o bem”.

Além do governador e do secretário de Polícia Civil, o secretário Rodrigo Bacellar também participa do evento.

Turnowski ressaltou também que Cláudio Castro entregou R$ 150 milhões para investimentos na corporação.

“Os equipamentos de investigação estão aí. Nós temos um projeto aprovado da reforma das delegacias, onde lançaremos o projeto delegacia central. O projeto começa na 14ª, 16ª e Barra do Piraí”, afirmou ele, enumerando outras ações.

“Estamos terminando um centro de controle operacional no 13º andar da Chefia. Estamos nos últimos detalhes do novo prédio da Inteligência”, disse o secretário.

Prisões importantes

A força-tarefa contra milicianos da Polícia Civil do Rio de Janeiro, segundo dados da própria secretaria, prendeu mil milicianos desde sua criação, em 2020.

Entre eles, estão Wellington da Silva Braga, o Ecko, que foi preso em 12 de junho. Ao reagir, foi baleado e morto.

Ele era chefe da maior milícia do Rio. Seu irmão, Luís Antônio, o Zinho, hoje é considerado o sucessor de Ecko.

Também foi preso o miliciano Edmilson Gomes Menezes, o Macaquinho, chefe da milícia do Campinho, na Zona Norte do Rio.

Réveillon e reajuste do funcionalismo

Cláudio Castro disse que por enquanto não há motivo para cancelar o réveillon e festas de final de ano no Rio de Janeiro.

“Eu tive uma reunião domingo à noite com o secretário Chieppe. Nesse momento ainda não há esse risco. As duas secretarias têm trabalhado muito nessas análises. Essa é uma análise diária. Na radiografia de hoje não dá para falar em cancelamento. Mas se a secretaria de saúde disser que não pode ter, não terá. Se a secretaria orientar que pode ter, terá. A decisão será 100% técnica”.

O governador disse ainda que se reunirá na semana que vem com o ministro da Saúde Marcelo Queiroga para tratar sobre o assunto.

Castro falou também que vai ter reajuste para todo o funcionalismo público de mais de 10%.

“A gente está dando a recomposição salarial. Ela é permitida no Regime de Recuperação. Será o IPCA do ano, que é em torno de 10%, para todos, ativos e pensionistas”.

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